A produtividade é um fator essencial para o crescimento e desenvolvimento de qualquer país. É um indicador que mede a eficiência e a capacidade de produção de uma economia e, consequentemente, afeta diretamente a qualidade de vida e o bem-estar da população. No entanto, nos últimos anos, Portugal tem enfrentado um desafio nesse quesito: a produtividade por hora tem ficado 28% abaixo da média da União Europeia.
De acordo com dados do Eurostat, referentes ao ano de 2025, a produtividade média por hora em Portugal é de 19,3 euros, enquanto a média da União Europeia é de 26,7 euros. Isso significa que, em média, os trabalhadores portugueses produzem menos em uma hora de trabalho em comparação com os seus colegas europeus. Esse é um cenário preocupante, pois impacta diretamente na competitividade da economia portuguesa e no crescimento do país.
Paralelamente a esse quadro, outro dado chama atenção: o salário médio bruto em Portugal teve um aumento de 5,6% no mesmo período. Isso significa que, apesar dos salários estarem aumentando, a produtividade não está acompanhando esse crescimento. Essa situação pode ser explicada por diversos fatores, como a falta de investimento em tecnologia, a formação inadequada dos trabalhadores, a burocracia excessiva, entre outros.
Diante desse cenário, o governo português tem buscado soluções para impulsionar a produtividade e garantir um crescimento sustentável do país. Uma das medidas propostas é a transição para um modelo assente em ganhos reais de produtividade. Isso significa que a ideia é incentivar as empresas a investirem em tecnologia e inovação, visando aumentar a sua eficiência e, consequentemente, a produtividade.
Além disso, o governo também tem implementado políticas para melhorar a formação dos trabalhadores, tornando-os mais qualificados e preparados para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. Isso inclui desde a educação básica até a formação profissional e o incentivo ao ensino superior. Afinal, trabalhadores mais capacitados tendem a ser mais produtivos e a gerar resultados significativos para as empresas.
Outra medida importante é a simplificação da burocracia, que é um grande entrave para o crescimento da produtividade em Portugal. Com menos burocracia, as empresas podem otimizar o tempo e os recursos, podendo focar em atividades mais produtivas e inovadoras. Isso contribui para aumentar a eficiência e a competitividade do país.
É importante ressaltar que a melhoria da produtividade não é um processo rápido e fácil. É um desafio que envolve diversos fatores e requer um trabalho contínuo e colaborativo entre governo, empresas e trabalhadores. É preciso ter em mente que, para alcançar resultados positivos, é necessário um esforço conjunto e a longo prazo.
Apesar dos desafios, há motivos para acreditar em um futuro mais produtivo para Portugal. O país tem uma localização geográfica estratégica, uma mão de obra qualificada e uma boa infraestrutura. Além disso, o governo tem implementado medidas assertivas para melhorar a produtividade e estimular o crescimento econômico.
Com a adoção de um modelo baseado em ganhos reais de produtividade, uma educação de qualidade, a desburocratização e o investimento em tecnologia e inovação, Portugal tem tudo para melhorar a sua posição no ranking da produtividade. Isso terá um impacto direto na economia do país, gerando mais empregos, aumentando a competitividade e o desenv





