O Diretor da Faculdade de Economia do Porto, João Rebelo, admitiu que poderá haver um défice “pequeno” para financiar o Plano de Transformação e Resiliência Regional (PTRR). No entanto, alertou para os riscos na utilização dos fundos europeus que serão alocados para esse fim.
O PTRR é um plano estratégico que visa impulsionar o desenvolvimento económico e social das regiões do Norte, Centro e Alentejo, através da utilização de fundos europeus. O seu objetivo principal é promover a coesão territorial e a competitividade das regiões mais afetadas pela crise económica e pela pandemia de COVID-19.
Durante uma entrevista, João Rebelo afirmou que “é natural que haja um défice para financiar o PTRR, uma vez que se trata de um plano ambicioso e que requer um investimento significativo”. No entanto, o diretor da Faculdade de Economia do Porto acredita que este défice será “pequeno” e que não terá um impacto negativo nas finanças públicas.
Além disso, João Rebelo alertou para os riscos na utilização dos fundos europeus. Segundo ele, é necessário garantir uma gestão rigorosa e transparente dos recursos, a fim de evitar casos de corrupção e má utilização dos mesmos. “É importante que haja uma supervisão efetiva e uma prestação de contas clara por parte das entidades responsáveis pela gestão dos fundos”, afirmou o diretor.
Apesar dos riscos, João Rebelo acredita que o PTRR tem o potencial de impulsionar o desenvolvimento das regiões abrangidas. “Este plano vai permitir a implementação de projetos que vão gerar emprego, promover a inovação e melhorar a qualidade de vida das populações locais. É uma oportunidade única para transformar estas regiões e torná-las mais resilientes”, afirmou.
O diretor da Faculdade de Economia do Porto destacou ainda a importância da colaboração entre as diferentes entidades envolvidas no PTRR, incluindo os governos locais, as empresas e as universidades. “É fundamental que haja uma articulação efetiva entre todos os atores, a fim de garantir que os projetos sejam bem-sucedidos e tenham um impacto positivo nas regiões”, enfatizou.
João Rebelo também elogiou a decisão do governo português de incluir o PTRR no Plano de Recuperação e Resiliência, a nível nacional. “Esta é uma estratégia que vai permitir uma utilização mais eficiente dos fundos europeus e uma maior coordenação entre os diferentes programas de desenvolvimento regional”, afirmou.
Em suma, o Diretor da Faculdade de Economia do Porto demonstrou confiança no PTRR e na sua capacidade de impulsionar o desenvolvimento económico e social das regiões do Norte, Centro e Alentejo. No entanto, alertou para os riscos envolvidos e destacou a importância de uma gestão rigorosa e transparente dos fundos europeus. Com uma boa colaboração entre as diferentes entidades e uma execução eficiente do plano, é possível alcançar os objetivos propostos e transformar estas regiões em locais mais prósperos e resilientes.





