Relatório 365 Dias

Apple processa OpenAI por roubo de segredos comerciais

Apple processa OpenAI por roubo de segredos comerciais
Fonte: g1.globo.com/economia/noticia/2026/07/10/apple-processa-openai-alegando-apropriacao-indevida-de-segredos-comerciais.ghtml

Acusação de apropriação indevida de informações confidenciais

A fabricante do iPhone protocolizou uma ação judicial na última sexta-feira (10) contra a OpenAI e dois antigos colaboradores, alegando que a empresa responsável pelo ChatGPT se valeu de dados sigilosos da companhia para impulsionar sua estratégia de entrada no segmento de eletrônicos. A petição, depositada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, sustenta que ocorreu uma operação coordenada visando extrair propriedade intelectual da Apple, abrangendo informações sobre desenvolvimento de produtos, métodos de produção e políticas da cadeia de fornecedores.

O litígio envolve a OpenAI Foundation, a OpenAI Group PBC e a io Products, além de dois ex-colaboradores da gigante tecnológica: Chang Liu, que desempenhava funções como engenheiro sênior de sistemas elétricos, e Tang Yew Tan, antigo vice-presidente de design de produtos do iPhone e do Apple Watch.

Detalhes das acusações contra ex-funcionários

Conforme alegações apresentadas pela Apple, Liu teria mantido consigo um computador portátil corporativo cedido pela empresa e, subsequentemente, explorado uma vulnerabilidade nos mecanismos de autenticação para penetrar a infraestrutura de redes internas da companhia. A empresa sostém que ele transferiu "dezenas de arquivos sigilosos relacionados a componentes de hardware" previamente ao desligamento e admissão na OpenAI.

A companhia também imputa a Tan o emprego de informações estratégicas da corporação em benefício da OpenAI. Segundo o processo, o ex-gestor encaminhou para si próprio elementos sobre provedores da Apple e avaliações internas do ramo antes de seu desligamento. Adicionalmente, conforme a ação judicial, Tan motivou funcionários a transportarem peças da Apple durante entrevistas de recrutamento na OpenAI, em dinâmicas informais de apresentação.

Na documentação do processo, a empresa menciona um evento em que um candidato à vaga na OpenAI teria manifestado surpresa ao saber que "era permitido remover esses itens do escritório".

Escala da transferência de talentos

Conforme informações contidas na ação, aproximadamente 400 ex-integrantes da Apple atualmente integram o quadro de colaboradores da OpenAI, levando a fabricante do iPhone a argumentar que "não constitui surpresa" que diversos deles possuam acesso a informações confidenciais. A corporação apontou ainda que a OpenAI formulou perguntas extremamente minuciosas a fornecedores relativamente a técnicas produtivas e materiais empregados pela Apple – dados que, segundo a fabricante, apenas indivíduos com penetração interna conseguiriam obter.

A Apple evidencia também que a OpenAI teria persuadido um de seus parceiros comerciais a executar procedimentos de acabamento de superfícies metálicas concebidos pela companhia para iniciativas de hardware da organização de inteligência artificial, contravindo restrições contratuais existentes.

Posicionamento da Apple sobre propriedade intelectual

"Meramente porque a OpenAI presentemente emprega profissionais que anteriormente eram responsáveis pela guarda de propriedade intelectual da Apple, isso não confere à organização o privilégio de explorar essas informações para dinamizar suas iniciativas em equipamentos", declarou a fabricante do iPhone na documentação processual.

Contexto de rivalidade tecnológica intensificada

O litígio intensifica notavelmente a tensão relacional entre Apple e OpenAI, uma dinâmica que já se encontrava sob pressão nos períodos antecedentes pela concorrência por profissionais especializados e tecnologias essenciais no universo da inteligência artificial. A OpenAI não apresentou resposta imediata a solicitação de pronunciamento encaminhada pela Reuters.

A competição entre ambas as corporações desenrola-se no contexto de uma corrida pela inovação em soluções baseadas em inteligência artificial. Durante 2024, a Apple divulgou a incorporação de sua plataforma "Apple Intelligence" em serviços como Sira e integrou o ChatGPT aos seus aparelhos. O acordo possibilita que proprietários de iPhone obtenham repostas do ChatGPT mediante o assistente Sira e simultaneamente contratarem planos pagos da OpenAI diretamente nas configurações do ecossistema iOS.

Expansão da OpenAI para hardware

A OpenAI expandiu seu alcance transcendendo aplicações de software ao adquirir, no exercício anterior, a companhia especializada io Products, concebida pelo antigo projetista da Apple Jony Ive, em uma transação estimada em US$ 6,5 bilhões. O negócio solidificou o plano estratégico da corporação de conceber produtos materiais destinados ao público consumidor. Ive, porém, não consta entre os denunciados na ação litigal.

No período antecedente, a Apple lançou uma modernização do assistente Sira que acumulava atrasos consideráveis. A companhia havia comprometido transformações substanciais no assistente virtual dois anos antes, entretanto tais funcionalidades sofreram postergações reiteradas.

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