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Claudette Soares aos 91 anos lança álbum inédito com parcerias especiais

Claudette Soares aos 91 anos lança álbum inédito com parcerias especiais
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Uma celebração de 91 anos repleta de novidades musicais

Neste sábado, 31 de outubro, Claudette Soares completa 91 anos de vida e de carreira dedicada à música brasileira. Para marcar essa data especial, a artista carioca, nascida em 1935, prepara o lançamento de um novo álbum que promete surpreender fãs e críticos. O disco 'O mundo é ruim para quem não sabe esperar' chega aos principais serviços de streaming e plataformas digitais em 13 de novembro, representando um marco importante na trajetória de Claudette Soares.

Projeto ambicioso com produção de Marcus Preto

O álbum é resultado de um trabalho meticuloso que começou em 2023, quando o produtor Marcus Preto idealizou o projeto. A gravação estendeu-se por três anos, realizada integralmente na cidade de São Paulo, com direção artística compartilhada entre Preto e Thiago Big Rabello. Este processo cuidadoso garantiu a qualidade e refinamento de cada uma das dez faixas que compõem a obra.

Colaborações de peso no novo trabalho de Claudette Soares

O destaque principal do álbum são as parcerias estratégicas que reúnem nomes relevantes da música brasileira contemporânea. Claudette Soares divide vocais com artistas como Joaquim, Maria Gadú e Thalma de Freitas, criando momentos memoráveis ao longo do disco. Além disso, a cantora mantém a colaboração anterior com Guilherme Arantes na canção 'O prazer de viver para mim é você', lançada em 2024.

Encontros musicais notáveis

Na faixa 'Esse escurinho e você', Joaquim marca sua primeira parceria com a obra de Roberto Menescal, trazendo uma perspectiva fresca à composição clássica. Maria Gadú, por sua vez, compartilha os vocais em 'Batuque bom', uma parceria entre Marcos Valle e Tim Bernardes que promete ser um dos pontos altos do repertório. Claudette Soares também gravou 'Viva' ao lado de Thalma de Freitas, outra composição de Marcos Valle, desta vez em colaboração com Arnaldo Antunes.

Repertório repleto de composições inéditas e especiais

O que torna este lançamento verdadeiramente histórico é que se trata do primeiro álbum de Claudette Soares composto exclusivamente por músicas inéditas em sua discografia. Desde o início da carreira em 1954, quando gravou seu primeiro single em 78 rotações, a artista sempre trabalhou com composições já existentes. Este novo projeto muda esse paradigma ao reunir obras nunca antes registradas.

Composições e participações especiais

Thalma de Freitas não apenas participa de uma faixa, mas também assina uma composição inédita intitulada 'O que aconteceu'. O compositor Leoni contribui com 'A vida é bem maior', enquanto a memória de artistas falecidos é honrada através de 'Esquecível', uma parceria póstuma entre Joyce Moreno e João Donato, que faleceu em 2023.

A abertura do álbum fica por conta de 'Cheguei no ponto', música de Ana Costa e Zélia Duncan, que empresta seu verso para o título geral do trabalho. 'Bem feliz' (Zé Manoel e Ronaldo Bastos) e 'Natural' (Zé Renato e Nando Reis) completam a seleção de dez faixas, oferecendo uma variedade estilística que reflete a versatilidade de Claudette Soares ao longo das décadas.

Homenagem visual e formato físico

A capa do álbum, fotografada por Fábio Audi, apresenta Claudette Soares em uma imagem propositalmente envelhecida, evocando a estética dos antigos discos de vinil. Esta escolha visual não é acidental: o projeto foi idealizado por Marcus Preto com a intenção de ser futuramente editado também no formato LP, prestando uma homenagem à era dourada da música brasileira e ao meio que acompanhou a maior parte da trajetória artística de Claudette Soares.

Uma carreira de sete décadas de musicalidade

A história de Claudette Soares na música brasileira começou ainda na adolescência, por volta de 1947, através de programas de rádio. Na década de 1950, foi coroada Princesinha do Baião por ninguém menos que Luiz Gonzaga, consolidando sua presença no cenário musical nacional. A partir dos anos 1960, a artista transitou com maestria por diversos gêneros: bossa nova, Tropicália, sambalanço, Pilantragem, samba-rock e samba-canção, mantendo sempre uma voz afinada e excelente domínio dos ritmos que interpretava.

Apesar de sua contribuição significativa para a música brasileira, Claudette Soares permanece uma figura que merece maior reconhecimento público. Este novo álbum, lançado aos 91 anos, demonstra sua vitalidade artística contínua e sua capacidade de se renovar, trazendo ao público contemporâneo uma obra que respeitosamente homenageia seu extenso legado musical enquanto abre novos caminhos criativos.

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