Disney enfrenta nova onda de demissões em 2026

Disney anuncia nova rodada de demissões em 2026
A Walt Disney Company prossegue com demissões Disney 2026, marcando a terceira rodada de cortes no ano. Na terça-feira (29 de outubro), centenas de funcionários receberam aviso de desligamento em diferentes departamentos da companhia, reforçando a estratégia de reestruturação adotada pela liderança executiva.
Os cortes impactaram principalmente as áreas de recursos humanos e tecnologia da informação (TI), tanto na estrutura corporativa quanto nas diferentes divisões da empresa. Essa medida faz parte de um programa mais amplo de reorganização que vem se desenrolando ao longo dos últimos meses.
Pronunciamento da presidente Dana Walden sobre as demissões
Dana Walden, presidente da Walt Disney Company, abordou o tema durante a conferência Bloomberg Screentime, realizada em Los Angeles na quinta-feira (1º de outubro). Ao comentar sobre as demissões na Disney, a executiva descreveu o processo como "extremamente doloroso", mas necessário para a sobrevivência da indústria.
"A tecnologia colocou nosso negócio na mira e temos que sobreviver, prosperar e crescer", declarou Dana em entrevista ao editor da Bloomberg, Lucas Shaw. Segundo ela, a reestruturação constante é uma realidade esperada no setor de entretenimento e tecnologia, afetando todas as grandes corporações de forma similar.
Justificativa para a reestruturação empresarial
A presidente da Disney ressaltou que a reestruturação empresarial não é um processo pontual, mas contínuo. "Há uma necessidade constante de avaliar como você está estruturado", explicou Dana, comparando a situação da Disney com a de seus concorrentes diretos.
O programa de desligamento voluntário ofereceu aos executivos "a oportunidade de decidir se era o momento adequado para sair ou permanecer, cientes de que essa evolução nunca vai parar". Essa abordagem reflete a estratégia de transição que a companhia tem implementado desde a chegada do novo CEO Josh D'Amaro.
Histórico de cortes de funcionários na Walt Disney
As demissões recentes fazem parte de um padrão mais amplo de redução de quadro na companhia. Em abril de 2026, cerca de 1 mil empregados deixaram a Disney após a posse do CEO Josh D'Amaro, que assumiu o comando com um mandato claro de otimização de custos.
Em julho do mesmo ano, ocorreu uma segunda rodada de cortes, afetando centenas de profissionais em áreas corporativas e divisões como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television. Essa sequência de demissões reflete um plano de longo prazo para reduzir despesas operacionais.
Compromisso com redução de custos
Durante a divulgação dos resultados do trimestre encerrado em junho, Josh D'Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston confirmaram que a companhia avaliava medidas para reduzir despesas. Essas iniciativas incluem tanto a otimização do quadro de funcionários quanto a diminuição de gastos administrativos.
Dados sobre o tamanho da força de trabalho Disney
No fim do ano fiscal de 2025, a Walt Disney empregava aproximadamente 231 mil pessoas em todo o mundo. Desse total, cerca de 172 mil estavam nos Estados Unidos, enquanto 59 mil trabalhadores atuavam em operações internacionais. Esses números contextualam a magnitude dos cortes implementados pela companhia.
Precedentes: demissões em 2023
As demissões de 2026 não representam um fenômeno novo na Disney. Em 2023, sob a gestão do então CEO Bob Iger, a companhia anunciou o corte de aproximadamente 7 mil empregos como parte de um plano ambicioso para reduzir 5,5 bilhões de dólares em custos operacionais.
Essa trajetória de reestruturações sucessivas demonstra que a companhia de entretenimento enfrenta desafios estruturais de longo prazo, exigindo ajustes contínuos em sua operação para manter competitividade em um mercado em transformação tecnológica acelerada.
Contexto da indústria de entretenimento
A situação enfrentada pela Disney reflete tendências mais amplas na indústria de entretenimento e tecnologia. Conforme destacado por Dana Walden, todas as grandes corporações do setor estão em situação similar, avaliando constantemente suas estruturas organizacionais para se adaptarem às mudanças tecnológicas.
A pressão para reduzir custos, modernizar operações e investir em tecnologia emergente coloca as empresas de entretenimento tradicionais em posição desafiadora. Assim, as demissões da Disney representam uma estratégia corporativa mais ampla de sobrevivência e adaptação a um novo panorama econômico e tecnológico.




