EUA favoritados contra Bélgica após liberação de Balogun

Liberação de Balogun muda cenário das apostas no duelo EUA contra Bélgica
O confronto entre EUA e Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 ganhou novos contornos após a Fifa anular a suspensão do atacante Folarin Balogun. A decisão alterou significativamente as projeções das plataformas de previsão de mercado, invertendo o favoritismo que antes era da seleção belga. As casas de apostas agora apontam os norte-americanos como favoritos no jogo de segunda-feira (6).
Na Polymarket, uma das principais plataformas de mercados de previsão, os EUA aparecem com 40% de probabilidade de vitória, enquanto a Bélgica registra 34%, e o empate soma 28%. Na Kalshi, a vantagem da seleção americana é ainda mais expressiva: 53% contra 47% dos belgas. Essas plataformas funcionam como mercados onde usuários negociam contratos baseados na probabilidade de determinado evento ocorrer.
A mudança ocorreu no domingo, logo após a Fifa confirmar que Balogun estaria liberado para disputar o jogo. Até esse anúncio, a Bélgica liderava as projeções em ambas as plataformas. Com a reversão da punição, os EUA assumiram a dianteira nas estimativas de êxito na partida.
Trump solicita revisão do cartão vermelho à Fifa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pediu pessoalmente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão da expulsão de Balogun. O atacante havia recebido cartão vermelho na partida anterior contra a Bósnia e Herzegovina, quando a arbitragem considerou violenta uma jogada na qual pisou no tornozelo de um adversário.
Com a punição original, Balogun ficaria automaticamente fora do confronto contra a Bélgica, conforme as regras disciplinares da competição. A intervenção presidencial levantou questionamentos sobre a transparência do processo.
No domingo, a Fifa anunciou a liberação do jogador. Segundo a entidade, a suspensão foi anulada após um processo independente de revisão disciplinar, previsto em seu regulamento. A decisão baseou-se no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, intitulado "Suspensão da implementação de medidas disciplinares".
Gianni Infantino confirma conversa com Trump
Nesta segunda-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou publicamente que falou com Trump sobre o cartão vermelho. "Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump", afirmou em comunicado oficial.
Apesar de reconhecer a conversa, Infantino ressaltou que os órgãos judiciais da entidade esportiva são independentes e autônomos. "A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada", disse o presidente da Fifa. Ele afirmou ter dito a Trump que "o caso seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes".
Artigo 27 do Código Disciplinar permite suspensão da implementação
A base legal para a anulação do cartão vermelho encontra-se no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa. Este artigo estabelece que o órgão judicial pode decidir suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar.
Quando a aplicação da sanção é suspensa, o órgão judiciário submete a pessoa sancionada a um período de prova que varia de um a quatro anos. Durante esse período, se o beneficiário da sanção suspensa cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes, a suspensão será revogada e a sanção executada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional.
Uma ressalva importante está prevista no regulamento: medidas disciplinares relacionadas à manipulação de resultados não podem ser suspensas. Este mecanismo, embora regulamentado, gerou controvérsias ao ser aplicado neste caso específico.
Bélgica recorre à Fifa pedindo esclarecimentos
A decisão de liberar Balogun provocou reação imediata da Federação Belga de Futebol. Antes da partida pelas oitavas de final, a federação recorreu à Fifa e solicitou esclarecimentos sobre a autorização do atacante.
Os dirigentes belgas argumentaram que um jogador expulso deve cumprir suspensão automática na partida seguinte, conforme as regras disciplinares da competição. Também afirmaram que a autorização para Balogun entrar em campo contrariava o regulamento da Copa do Mundo de 2026 e denunciaram não ter recebido a decisão da Fifa nem a justificativa para a mudança.
A Fifa rejeitou o recurso belga por entender que a Bélgica não fazia parte do processo que analisou o caso e, portanto, não poderia contestar a decisão. Com essa negativa, Balogun foi mantido entre os jogadores disponíveis para enfrentar a seleção belga, consolidando o favoritismo dos norte-americanos nas apostas.
Contexto do duelo nas oitavas da Copa 2026
O jogo entre EUA e Bélgica representa um dos confrontos mais esperados da fase de oitavas de final. A presença ou ausência de Balogun era vista como um fator determinante para o resultado, o que explica a mudança drástica nas projeções das plataformas de apostas após sua liberação.
A controversa decisão da Fifa de anular o cartão vermelho, aliada à confirmação de que Trump intercedeu junto a Infantino, levantou questões sobre a influência política nas decisões técnicas do futebol internacional. Ainda assim, a entidade mantém a posição de que seus órgãos judiciais atuam de forma independente e autônoma, independentemente de pressões externas.




