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IA pode impulsionar países emergentes em uma década

IA pode impulsionar países emergentes em uma década
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Inteligência artificial como oportunidade para economias em desenvolvimento

A inteligência artificial países emergentes representa uma janela única de oportunidade para acelerar o crescimento econômico global. Segundo relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (04), a IA tem potencial para permitir que nações em desenvolvimento alcancem um século de progresso em apenas uma década, desde que implementem medidas estratégicas para superar deficiências críticas em energia, conectividade e formação de recursos humanos.

O documento apresenta uma perspectiva otimista sobre como a inteligência artificial países emergentes pode transformar setores-chave da economia. Indermit Gill, economista-chefe da instituição, enfatizou que as economias em desenvolvimento precisam aproveitar essa oportunidade histórica antes que seja tarde demais.

Vantagens comparativas para nações em desenvolvimento

Contrariamente aos prognósticos pessimistas frequentemente divulgados, o relatório do Banco Mundial conclui que as economias emergentes têm mais a ganhar e menos a temer do que as nações desenvolvidas quando o assunto é inteligência artificial. A perda generalizada de postos de trabalho representa uma ameaça consideravelmente menor para esses países do que para as economias mais ricas.

De acordo com o estudo, a IA generativa tem três vezes mais chances de ameaçar empregos em países ricos, onde 14,2% das posições encontram-se em risco, comparado aos países de baixa e média renda, onde apenas 4,5% enfrentam essa exposição. Por outro lado, a proporção de empregos que devem se beneficiar de ganhos significativos de produtividade é semelhante: 16,2% nas economias em desenvolvimento e 18,7% nos países de alta renda.

Aplicações práticas de ferramentas de IA acessíveis

Um dos pontos-chave do relatório é que as economias emergentes não necessitam de recursos financeiros vultosos ou de grandes modelos de linguagem personalizados para se beneficiarem da revolução tecnológica. Gill destacou que ao adaptar ferramentas de IA pequenas e de baixo custo às condições locais, esses países podem democratizar acesso a serviços essenciais.

Na saúde, profissionais poderão utilizar a inteligência artificial para agilizar diagnósticos e expandir atendimento médico a regiões remotas. Na educação, professores conseguem aprimorar seus planos de aula e personalizar o aprendizado para milhões de estudantes. Na agricultura, produtores rurais podem determinar com precisão o que plantar e quando colher, otimizando recursos e aumentando produtividade. Serviços judiciais e extensão agrícola também poderão ser modernizados, alcançando populações anteriormente desatendidas.

Impacto econômico potencial na África e além

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a inteligência artificial poderia impulsionar a economia da África Subsaariana em cerca de 4% na próxima década, sob as circunstâncias certas. Esse crescimento adicional seria significativo para região que historicamente apresenta taxas de desenvolvimento inferiores às de outras nações.

Empresas em todo o mundo já gastam bilhões para aproveitar a revolução da IA que se aproxima, enquanto governos trabalham para garantir que seus países colham os benefícios. O grande desafio será construir a infraestrutura necessária, especialmente centros de dados que demandam muita energia, e encontrar fontes de geração energética para sustentá-los.

Infraestrutura como pré-requisito fundamental

Para que as economias emergentes efetivamente se beneficiem da inteligência artificial, o Banco Mundial enfatiza a necessidade de investimentos em infraestrutura básica. Os governos devem priorizar melhorias no acesso à eletricidade e à internet, aprimorar as habilidades digitais de suas populações e ampliar o acesso a smartphones e dispositivos de computação.

Essa transformação infraestrutural é essencial não apenas para acesso às tecnologias de IA, mas para criar uma base sólida de conectividade que beneficie toda a economia. Países que conseguirem implementar essas medidas simultaneamente terão maior probabilidade de capturar os ganhos de produtividade oferecidos pela inteligência artificial.

Riscos e desigualdades a serem gerenciados

Apesar do otimismo, o relatório não ignora os riscos potenciais associados à adoção acelerada de tecnologias de IA. A instituição alertou que a inteligência artificial poderia trazer consequências negativas como maior desigualdade de renda, desinformação mais dissimulada e repressão política.

Esses desafios exigem que governos implementem frameworks regulatórios robustos e políticas sociais compensatórias. A capacitação de recursos humanos não deve se limitar apenas a habilidades técnicas, mas incluir educação crítica para identificar e combater desinformação.

O custo da inação e lições históricas

O Banco Mundial deixa claro que o custo de não agir seria grave para as economias em desenvolvimento. Gill apontou que essas nações cometeram o erro histórico de perder a Primeira Revolução Industrial e passaram os dois séculos seguintes pagando o preço dessa omissão.

Deixar passar a revolução da inteligência artificial representaria um erro semelhante, potencialmente condenando essas economias a mais décadas de atraso tecnológico e econômico. A janela de oportunidade é limitada, e a ação decisiva agora determinará se os países emergentes conseguirão convergir economicamente com as nações mais desenvolvidas ou se ampliarão ainda mais as disparidades globais.

A mensagem do Banco Mundial é clara: a inteligência artificial oferece uma tábua de salvação para as economias em desenvolvimento, e elas devem aproveitá-la imediatamente para transformar suas perspectivas de crescimento e desenvolvimento nas próximas décadas.

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