Relatório 365 Dias

MGK enfrenta plateia hostil no Rock in Rio com pop punk

MGK enfrenta plateia hostil no Rock in Rio com pop punk
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

MGK enfrenta resistência do público em sua apresentação no Rock in Rio

O artista americano MGK, nome artístico de Colson Baker, estreou no palco do Rock in Rio neste sábado (5) de setembro, apresentando um repertório que transita entre rap, emo e pop punk. Durante o show de aproximadamente uma hora, MGK Rock in Rio revelou-se um momento desafiador, com uma plateia visivelmente dividida e parte do público manifestando hostilidade em relação à performance.

Aos 36 anos, Colson Baker reconheceu a tensão presente no ambiente e interrompeu momentaneamente a apresentação para tentar acalmar os espectadores que o hostilizavam. O artista explicou que era um rapaz de Ohio vivendo seu sonho e que estava presente para se conectar com seus fãs. Com certa nervosidade, pronunciou uma frase que se tornaria emblemática da noite: "Existem dois tipos de música: boa e ruim", deixando em aberto a qual categoria sua própria música pertencia.

A trajetória musical de MGK e sua evolução artística

A carreira de Machine Gun Kelly começou no rap, mas gradualmente migrou em direção ao emo e ao pop punk nos últimos anos. Esta transição marcou uma transformação significativa em sua identidade artística e nas expectativas de seu público. O show no Rock in Rio apresentou uma nova fase do artista, que também anunciou sua intenção de se afastar do nome "Machine Gun Kelly", considerando-o um personagem inspirado em um gângster dos anos 1930, buscando uma identidade mais pacífica e autêntica.

Durante a performance, MGK optou por integrar suas músicas mais pesadas no repertório, na tentativa de conectar-se melhor com a plateia presente no festival. No entanto, essa estratégia não surtiu o efeito esperado, especialmente considerando que fãs de bandas como Avenged Sevenfold não demonstravam entusiasmo particular pela apresentação do artista americano.

Repertório e principais destaques da apresentação

A abertura do show contou com a música "FIX UR FACE", lançada no ano anterior, que evidenciou a presença de influências do pop rock de rádio dos anos 90 no trabalho atual de Colson Baker. A faixa traz elementos reminiscentes de bandas como Limp Bizkit, inclusive contando com a participação do vocalista Fred Durst na versão original de estúdio.

Notavelmente, MGK não incluiu "Bad Things", sua colaboração mais conhecida com Camila Cabello, na setlist da noite. Essa ausência foi significativa, considerando o sucesso comercial dessa faixa. Em seu lugar, o artista apresentou "Out of my head", uma composição que segue a mesma linha do pop rock radiofônico, semelhante à obra do trio texano Fastball.

O momento marcante de "My ex's best friend"

Um dos momentos que se destacou acima da média durante a noite foi a performance sóbria de "My ex's best friend", que encerrou a apresentação. Essa faixa demonstrou uma abordagem mais contida e emotiva, que poderia funcionar bem em um festival dominado por bandas de emo. Porém, no contexto de uma noite do Rock in Rio dedicada ao rock pesado, a performance não gerou o impacto esperado junto ao público presente.

A performance e o estilo de apresentação em palco

Durante o show, Colson Baker utilizou um microfone sustentado por um pedestal em formato de cigarro, elemento visual que complementava sua apresentação. Seu estilo de dança e movimentação em palco remetia ao comportamento típico de integrantes de boy bands, criando um contraste interessante com a natureza emo e rock do conteúdo musical.

O artista não busca, conforme havia explicado em apresentações anteriores, um som tecnicamente perfeito. Sua intenção é refletir autenticamente o estado emocional do momento da performance. Essa filosofia, embora autêntica, contribuiu para a sensação de desconexão que parte da plateia experimentou durante sua apresentação no festival carioca.

Histórico de apresentações do artista no Brasil

Esta não foi a primeira vez que MGK Rock in Rio se materializa como realidade. O artista já havia se apresentado no Brasil anteriormente, especificamente no Lollapalooza 2022. Naquela ocasião, a performance em câmera lenta dispersou uma parcela considerável da plateia, indicando que as dificuldades em conectar-se com audiências brasileiras não são recentes para o artista.

Na época, Machine Gun Kelly manifestou sua preferência por performances autênticas em detrimento de técnica perfeita, mencionando também que um dia envelheceria e não mais realizaria esse tipo de apresentação. Apesar dessa reflexão, ele continua atuando e evoluindo sua carreira musical, buscando refinar sua identidade artística e sua conexão com o público.

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