Relatório 365 Dias

PF investiga invasão de sistema da Defesa Civil com alertas falsos

PF investiga invasão de sistema da Defesa Civil com alertas falsos
Fonte: g1.globo.com/politica/noticia/2026/06/20/pf-abre-investigacao-preliminar-para-apurar-alertas-extremos-enviados-por-sistema-da-defesa-civil.ghtml

Polícia Federal abre investigação preliminar sobre invasão da Defesa Civil

A Polícia Federal iniciou neste sábado (20) uma investigação preliminar para apurar a invasão que resultou no disparo de alertas falsos pela plataforma de Defesa Civil. O procedimento busca esclarecer as circunstâncias do ataque e identificar possíveis responsáveis pelo incidente que afetou milhões de brasileiros.

A plataforma Defesa Civil Alerta foi invadida na madrugada do sábado, resultando no envio de notificações para celulares em pelo menos sete unidades da federação. Segundo informações do Ministério da Integração, o governo acionou imediatamente a Polícia Federal para investigar o episódio e determinar a origem da invasão.

Número de alertas falsos disparados durante o ataque

De acordo com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, aproximadamente 10 alertas falsos foram disparados através da plataforma comprometida. Os alertas eram classificados como Alerta Extremo e continham a palavra "misantropia" ou variações dessa palavra, que significa aversão ou rejeição à humanidade.

Dos 10 alertas disparados, 9 foram transmitidos via sistema Cell Broadcast e 1 através do sistema de mensagens SMS. Embora não seja possível estimar com precisão em quantos celulares soaram as notificações no momento, as localidades registradas indicam que milhões de aparelhos receberam as mensagens falsas.

Tecnologia Cell Broadcast utilizada no sistema

O Cell Broadcast é uma tecnologia de transmissão de mensagens que permite o envio de alertas de emergência e avisos de desastres simultaneamente para todos os celulares conectados a antenas de uma área específica. Esse sistema funciona sem necessidade de internet ou do número de telefone do usuário, garantindo alcance imediato em situações de risco.

A tecnologia se mostrou eficaz na disseminação dos alertas falsos, atingindo uma vasta área geográfica em pouco tempo. Por esse motivo, o governo já estuda melhorias na segurança do sistema para evitar futuros incidentes desse tipo.

Resposta do governo e reativação da plataforma

Após identificar a invasão, a plataforma de envios foi retirada do ar por volta da 1h30 da madrugada. Segundo o secretário Wolnei Wolff, o sistema de alertas voltará ao ar apenas após a troca completa de senhas de acesso e após o governo ter segurança de que não ocorrerão novos ataques. Não foi estabelecida uma data exata para o retorno da plataforma.

O representante do Ministério da Integração informou também que um novo sistema de alertas, mais seguro, já estava em desenvolvimento. Contudo, ainda não há data definida para seu lançamento. Essa nova plataforma foi acelerada devido aos problemas de segurança evidenciados pela invasão recente.

Indicação de ataque hacker conforme autoridades

De acordo com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, "tudo indica" se tratar de um ataque hacker direcionado à plataforma de Defesa Civil. A investigação da Polícia Federal buscará confirmar essa hipótese e identificar os responsáveis pelo incidente que comprometeu um sistema crítico de alertas de emergência.

A Anatel, agência reguladora de telecomunicações, reforçou publicamente que os alertas não partiram de autoridades oficiais, confirmando que houve comprometimento não autorizado da plataforma. Essa confirmação ajudou a esclarecer à população que as mensagens recebidas não eram alertas legítimos.

Possíveis crimes relacionados à invasão

Em tese, entre os crimes que podem ter sido cometidos nesse caso, estão a invasão de dispositivo informático, com pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa; a perturbação de serviço telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública, com pena de reclusão de 2 a 4 anos e multa; e o atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, com pena de reclusão de um a cinco anos e multa.

Além desses, também pode ser caracterizada falsidade ideológica, com pena de reclusão de um a cinco anos. A investigação preliminar realizada pela Polícia Federal determinará quais tipificações penais serão formalmente acusadas contra os responsáveis pela invasão da plataforma de Defesa Civil.

Impacto nos cidadãos e regiões afetadas

O incidente gerou preocupação na população das sete unidades da federação que receberam os alertas falsos. Muitos cidadãos ficaram confusos e assustados ao receber mensagens de alerta extremo com conteúdo inusitado durante a madrugada. Esse tipo de falha em sistema de alerta crítico afeta a confiabilidade que o público deposita em futuras comunicações de emergência.

O secretário Wolnei Wolff reconheceu a gravidade da situação e a importância de resolver rapidamente os problemas de segurança da plataforma. A população aguarda que medidas mais robustas de proteção sejam implementadas para evitar que novas invasões ocorram e comprometam sistemas essenciais de defesa civil.

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