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Roubo de vinhos na Itália atinge R$ 28 milhões

Roubo de vinhos na Itália atinge R$ 28 milhões
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Roubo de vinhos na Itália: maior crime da história das vinícolas

Um roubo de vinhos na Itália marcou a história do país quando ladrões mascarados levaram aproximadamente 30 mil garrafas de bebida de altíssimo valor de uma das mais tradicionais vinícolas do mundo. O incidente ocorreu no fim de semana anterior a 9 de fevereiro em um armazém localizado em Cortona, na região da Toscana, pertencente à renomada Marchesi Antinori. As garrafas roubadas foram avaliadas em cerca de 5 milhões de euros, o equivalente a R$ 28 milhões, configurando o maior roubo de vinhos na Itália já registrado.

A empresa informou que o episódio representa um marco negativo na história dos crimes contra vinícolas italianas. Conforme declaração de um representante da companhia à agência AFP, "até onde sabemos, nunca houve um roubo tão grande na Itália". A Marchesi Antinori, que possui uma trajetória que remonta ao ano de 1385 e atualmente exporta seus produtos para 170 países, confirmou a ocorrência do furto na sexta-feira seguinte ao evento.

Vinhos roubados: rótulos mais icônicos e cobiçados

Os criminosos conseguiram subtrair do armazém entre 8 mil e 10 mil garrafas de Solaia, considerado um dos rótulos mais procurados e apreciados da Itália. Além dessa marca emblemática, o bando levou também unidades de Tignanello e Guado al Tasso, dois dos vinhos mais representativos da produção Antinori. Trata-se de bebidas de valor extremamente elevado, sendo comercializadas no varejo a partir de 150 euros a unidade.

Algumas das safras mais raras e antigas desses vinhos podem alcançar valores de milhares de euros por cada garrafa individual. O representante da vinícola enfatizou que "estão entre os nossos rótulos mais icônicos e são, certamente, também muito apreciados por colecionadores" internacionais. A escolha específica dos vinhos roubados sugere o conhecimento técnico dos autores do crime em relação ao universo de bebidas premium.

Operação milimetricamente planejada por sete homens

Imagens capturadas pelas câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento em que sete homens mascarados invadiram o depósito da Antinori em Cortona durante o fim de semana. Os criminosos, antes de iniciar o furto propriamente dito, desativaram os sistemas de alarme da instalação, demonstrando conhecimento prévio das medidas de segurança adotadas pela vinícola. Após neutralizar a proteção eletrônica, carregaram milhares de caixas contendo os vinhos tintos toscanos em duas vans.

A descoberta do crime ocorreu apenas na manhã de segunda-feira, quando integrantes da equipe de funcionários da Antinori chegaram ao armazém para iniciar suas atividades. Nesse momento, constataram a ausência das garrafas e acionaram imediatamente as autoridades. A polícia italiana iniciou investigação formal sobre o incidente, que agora segue sob análise das forças de segurança do país.

Características de crime altamente organizado

A vinícola declarou que tanto o momento escolhido para a execução quanto a forma como foi conduzida sugerem o envolvimento de uma organização criminosa estruturada e experiente. Os ladrões aproveitaram-se strategicamente do fato de que os vinhos encontravam-se preparados e organizados para envio internacional a distribuidores estrangeiros. Essa circunstância facilitou significativamente a subtração rápida de uma quantidade volumosa de garrafas de altíssimo valor agregado.

Um representante da Antinori comunicou à agência de notícias Reuters que o armazém em questão constitui a principal instalação de armazenagem da empresa. Conforme suas palavras, "é o nosso maior armazém, para onde todas as garrafas vão antes de serem despachadas". A escolha desse local específico pelos criminosos demonstra conhecimento detalhado das operações e da logística da vinícola florentina.

Contexto de crimes crescentes contra vinícolas italianas

O roubo de vinhos na Itália que afetou a Marchesi Antinori insere-se em um padrão perturbador de crimes contra a indústria vinícola italiana. Embora historicamente esses delitos envolvessem quantidades reduzidas ou poucas garrafas de valor extremo – frequentemente subtraídas de restaurantes sofisticados, adegas particulares ou durante o processo de distribuição – casos recentes mostram uma escalada para roubo de grandes estoques armazenados diretamente nas dependências das vinícolas.

No mês anterior ao incidente da Antinori, especificamente na região do Piemonte ao norte do país, 3 mil garrafas de Barolo foram roubadas. O valor total estimado do furto alcançou algumas centenas de milhares de euros. O representante da Antinori admitiu que "outras vinícolas já haviam sido alvo de roubos, mas a nossa não", indicando que essa corporação, apesar de sua importância mundial, não havia sido vítima de crime desse porte previamente.

Medidas adotadas e esperança de recuperação

Diante do ocorrido, a Antinori, sediada em Florença, tomou a iniciativa de alertar seus clientes espalhados por diversos países do mundo. A empresa recomendou vigilância especial em relação a ofertas de vinho que surjam fora dos canais oficiais e autorizados de comercialização. Esse aviso busca prevenir que os vinhos roubados sejam comercializados fraudulentamente no mercado internacional, protegendo tanto a reputação da marca quanto os consumidores que buscam adquirir produtos autênticos.

A Marchesi Antinori manifestou esperança na possibilidade de recuperação dos vinhos subtraídos. A investigação conduzida pela polícia italiana prossegue em busca de identificar e localizar os responsáveis pelo crime. Autoridades competentes trabalham para desmantelar a rede criminosa envolvida, buscando tanto a recuperação do patrimônio cultural e comercial afetado quanto a responsabilização penal dos autores do delito.

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