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Batata-doce IAC Dom Pedro II: 4x mais produção e alta vitamina A

Batata-doce IAC Dom Pedro II: 4x mais produção e alta vitamina A
Fonte: g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/nosso-campo/noticia/2026/07/12/iac-desenvolve-batata-doce-que-produz-4-vezes-mais-e-tem-superdose-de-vitamina-a.ghtml

Nova variedade de batata-doce IAC Dom Pedro II transforma a produção agrícola

Uma inovação revolucionária no campo agrícola do interior paulista promete transformar completamente a produção e nutrição de comunidades escolares. A batata-doce IAC Dom Pedro II, desenvolvida por pesquisadores especializados, representa um avanço extraordinário em produtividade e qualidade nutricional. Esta variedade foi cuidadosamente cultivada e testada para superar significativamente os padrões comerciais atualmente disponíveis no mercado brasileiro.

O projeto teve origem no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), uma instituição de referência em pesquisa agrícola. A denominação "IAC Dom Pedro II" foi escolhida em tributo ao fundador desta renomada instituição de pesquisa, mantendo viva a história e tradição de inovação que a caracteriza há décadas.

Produtividade extraordinária: 4 vezes acima da média estadual

Os resultados dos testes realizados no Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária (CPPTA), localizado em São José do Rio Preto (SP), revelam números impressionantes. A batata-doce IAC Dom Pedro II alcança uma produtividade de aproximadamente 80 toneladas por hectare, uma marca que surpreendeu até mesmo as equipes técnicas envolvidas nos experimentos.

Para contextualizar estes números espetaculares, é fundamental compreender as comparações com outras variedades. A batata-doce IAC Dom Pedro II supera em 48% a produtividade da variedade canadense, atualmente a mais cultivada no estado de São Paulo. Valdemir Antonio Peressin, pesquisador científico do Centro de Horticultura do IAC, ressaltou o potencial extraordinário desta nova cultivar durante os testes de colheita.

Ainda mais significativo é o comparativo com a média nacional. Enquanto a produção média de batata-doce no Brasil gira em torno de 15 a 16 toneladas por hectare, a batata-doce IAC Dom Pedro II produz cinco vezes mais. Esta diferença monumental coloca a variedade em posição de destaque no cenário agrícola brasileiro.

Conteúdo nutricional excepcional em betacaroteno e vitamina A

Além da extraordinária produtividade, a batata-doce IAC Dom Pedro II apresenta um perfil nutricional absolutamente notável. O destaque principal recai sobre o teor de betacaroteno, um composto antioxidante essencial para a saúde humana. A polpa fresca desta variedade contém 77 microgramas de betacaroteno por grama, uma quantidade que diverge drasticamente dos padrões comerciais convencionais.

As variedades comerciais tradicionais cultivadas atualmente registram menos de 1 micrograma de betacaroteno por grama de polpa. Isto significa que a batata-doce IAC Dom Pedro II apresenta aproximadamente 77 vezes mais betacaroteno do que as alternativas disponíveis no mercado. Este composto funciona como um poderoso antioxidante que o organismo humano converte diretamente em vitamina A, nutriente fundamental para o desenvolvimento infantil, visão saudável e sistemas imunológicos robustos.

Características agronômicas que reduzem desperdícios

Um aspecto frequentemente negligenciado em discussões sobre novas cultivares é a questão da eficiência no processamento e redução de perdas. A batata-doce IAC Dom Pedro II apresenta uma casca consideravelmente mais fina comparada às variedades convencionais. Conforme explica Carla Zoccal, coordenadora do CPPTA da Secretaria de Agricultura de Rio Preto, esta característica reduz significativamente o desperdício durante o descascamento e preparação do alimento.

Esta vantagem prática tem implicações econômicas importantes. Menos desperdício significa maior aproveitamento da matéria-prima e aumento da rentabilidade para agricultores e processadores. Para instituições de alimentação escolar com orçamentos limitados, esta eficiência se traduz em maior disponibilidade de nutrientes a um custo operacional reduzido.

Aplicações em alimentação escolar municipal

As potencialidades da batata-doce IAC Dom Pedro II estão sendo reconhecidas por autoridades municipais. O município de São José do Rio Preto já planeja a introdução desta variedade revolucionária na alimentação de escolas e creches municipais. Este objetivo estratégico alinha-se perfeitamente com as necessidades de nutrição adequada para o desenvolvimento infantil saudável.

A adoção em programas de alimentação escolar representa uma oportunidade significativa para melhorar os índices nutricionais das crianças em idade escolar, particularmente quanto ao aporte de vitamina A, nutriente crítico para desenvolvimento visual e imunológico. Com quatro vezes maior produção por hectare, a disponibilidade de alimentos nutricionais ricos em vitaminas essenciais aumenta substancialmente.

Próximos passos e expansão dos cultivos experimentais

Embora os experimentos iniciais no CPPTA ocupem atualmente uma área de meio hectare, os planos para expansão são ambiciosos. As equipes responsáveis pretendem duplicar a área de plantio nos próximos meses, gerando interesse e confiança entre agricultores locais interessados em adotar a nova variedade.

Estes testes expandidos servirão como demonstração prática dos benefícios da batata-doce IAC Dom Pedro II, permitindo que produtores locais avaliem diretamente os resultados em suas próprias condições agrícolas. O objetivo é consolidar a variedade como alternativa viável e superior economicamente para os cultivadores da região.

Impacto esperado na agricultura e segurança alimentar

A batata-doce IAC Dom Pedro II representa uma contribuição significativa para a segurança alimentar e sustentabilidade agrícola brasileira. Com produtividade quatro vezes superior à média estadual, esta cultivar oferece potencial real para aumentar a oferta de alimentos nutritivos sem necessidade de expansão equivalente de áreas cultivadas.

Para pequenos e médios agricultores, a adoção da batata-doce IAC Dom Pedro II promete aumentar consideravelmente a rentabilidade, já que produzem mais volume em mesma área, reduzem desperdícios e cultivam um produto com valor agregado em virtude de suas propriedades nutricionais superiores. A combinação entre viabilidade econômica e benefício nutricional coloca esta variedade como ferramenta potente para desenvolvimento rural sustentável.

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