Relatório 365 Dias

Eleições 2026: aliados de Lula sofrem derrotas no primeiro turno

Eleições 2026: aliados de Lula sofrem derrotas no primeiro turno
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Desempenho negativo dos apoiados de Lula nas eleições 2026

As eleições 2026 para governador registraram um resultado desfavorável aos candidatos apoiados pelo presidente Lula neste domingo (4), durante o primeiro turno. Até aproximadamente 21h20, apenas cinco aliados conseguiram a vitória eleitoral, enquanto 16 sofreram derrotas já na primeira rodada de votação. Além disso, outros dois candidatos avançaram para o segundo turno, mantendo vivas suas chances de êxito. Este cenário representa um desafio político significativo para o governo federal.

Entre os que obtiveram sucesso, todos eram governadores em exercício que conquistaram reeleição para mais um mandato. Este padrão de vitória apenas entre os já estabelecidos no cargo revela as dificuldades enfrentadas pela coligação governista em conquistar novos territórios nas eleições 2026.

Vitórias confirmadas na primeira votação

Na Bahia, Jerônimo Rodrigues, filiado ao PT, garantiu sua reeleição com expressivos 55,19% dos votos. No Ceará, Elmano Freitas, também do PT, obteve 52,85% do eleitorado, confirmando mais um mandato. O Piauí registrou o melhor desempenho entre os vencedores, com Rafael Fonteles conquistando 70% dos sufragios. Já Fábio Mitidieri, pelo PSD em Sergipe, alcançou 59% das votações, enquanto na Paraíba, Lucas Ribeiro, filiado ao PP, recebeu 64% dos votos.

Grandes derrotas no primeiro turno

São Paulo vivenciou um revés particularmente expressivo. Fernando Haddad, apoiado pela administração Lula, ficou em segundo lugar com apenas 36% dos votos, enquanto Tarcísio de Freitas, pelo Republicanos, foi eleito em primeiro turno com robustos 63%. Em Minas Gerais, Patrus Ananias do PT obteve apenas 26,2%, cedendo lugar para Cleitinho, que conquistou 55% e a vitória antecipada.

Em Pernambuco, João Campos, pelo PSB, terminou em segunda posição com 45% das votações, derrotado por Raquel Lyra, que venceu já no primeiro turno com 53%. O Rio Grande do Sul também decepcionou os aliados de Lula, com Juliana Brizola recebendo apenas 32% enquanto Zucco, pelo PL, conquistou 58% e a eleição antecipada.

Resultados em estados menores

Santa Catarina apresentou uma vitória clara para a oposição, com Jorginho Mello reeleito com impressionantes 69%, enquanto Gelson Merísio conquistou apenas 16%. Em Rondônia, Expedito Netto obteve somente 8% dos votos, ficando em quarto lugar, enquanto Marcos Rogério conquistou 57% e a vitória. Mato Grosso também favoreceu candidatos não alinhados com o governo, com Otaviano Pivetta vencendo com 61% contra os 15% de Doutora Natasha.

Mato Grosso do Sul registrou derrota de Fábio Trad com apenas 24% dos votos, enquanto Eduardo Riedel conquistou 67% e a vitória. Goiás apresentou resultado semelhante, com Luis Cesar Bueno recebendo 10% enquanto Daniel Vilela venceu com 59%. No Amapá, Clécio ficou em segunda com 37,5%, mas perdeu para Dr. Furlan que conquistou 62%.

Disputas que seguem para segundo turno

Alguns estados mantêm a incerteza sobre os vencedores finais. No Tocantins, Laurez Moreira ficou em terceiro com apenas 8%, enquanto Professora Dorinha e Vicentinho Júnior disputarão a segunda rodada. No Acre, Thor Dantas conquistou 10%, permitindo que Mailza Assis e Alan Rick prossigam para o segundo turno.

O Espírito Santo também terá decisão adiada, com Helder Salomão obtendo 15% e deixando Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço para a disputa final. No Maranhão, Felipe Camarão recebeu apenas 9,5%, enquanto Eduardo Braide venceu com 54%. O Pará registrou derrota de Hana Ghassan com 46%, cedendo para Dr Daniel que conquistou 51,5%.

No Paraná, Requião Filho alcançou 23,5% em terceiro lugar enquanto Sergio Moro conquistou 50,1% e vitória antecipada. Rio de Janeiro e Distrito Federal também avançarão para a segunda votação, com Eduardo Paes disputando contra Douglas Ruas no Rio e Leandro Grass enfrentando Celina Leão no DF.

Impactos políticos das eleições 2026

Os resultados das eleições 2026 representam um desafio significativo para o governo Lula, indicando resistência do eleitorado aos seus aliados em estados estratégicos. A concentração de derrotas em grandes centros urbanos e estados economicamente relevantes sugere questões estruturais na coligação governista. O desempenho contrário ao esperado pode influenciar a dinâmica política nacional nos próximos anos e impactar a governabilidade em diversos estados.

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