Mendonça suspende impulsionamento de vídeo sobre escala 6x1

Decisão do TSE contra impulsionamento de vídeo
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, determinou no domingo (11) a proibição da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de amplificar um vídeo relacionado à escala 6x1. A medida impede que a equipe de campanha do petista continue investindo recursos financeiros para aumentar o alcance do conteúdo nas redes sociais.
A decisão respeita a escala 6x1 como tema central e foi tomada após solicitação formal da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou desqualificação de sua candidatura presidencial. Embora preliminar, a deliberação necessita de ratificação pelo plenário da corte eleitoral.
Conteúdo e alegações do vídeo
O material questionado possui duração de 30 segundos e apresenta uma atriz argumentando que Flávio Bolsonaro mantém postura contrária ao término da jornada 6x1. Conforme o vídeo, o Partido Liberal, sigla ao qual o senador é filiado, estaria conduzindo uma campanha para obstruir a aprovação dessa medida trabalhista.
A campanha de Lula teria divulgado dois anúncios que acumularam entre 715 mil e 820 mil impressões, com alcance total de 369.144 contas atingidas. Os gastos estimados para esses impulsionamentos variam entre 10 e 15 mil reais, realizados entre 12 e 14 de setembro.
Fundamentação da decisão ministerial
André Mendonça justificou sua deliberação citando a legislação eleitoral vigente. Segundo o ministro, a utilização de recursos financeiros destinados a ampliar a disseminação de mensagens predominantemente negativas direcionadas a candidaturas adversárias encontra vedação explícita nas normas que regulam processos eleitorais.
O magistrado observou que o vídeo cessou de receber impulsionamentos pagos após o período mencionado. Essa constatação resultou em uma determinação específica: a proibição aplica-se apenas caso a campanha lutuista deseje retomar a propagação mediante investimentos monetários, não abrangendo a divulgação orgânica do conteúdo nas plataformas digitais.
Restrições impostas à Central Única dos Trabalhadores
Concomitantemente, André Mendonça também proferiu decisão em procedimento distinto envolvendo a Central Única dos Trabalhadores (CUT). O ministro determinou a remoção de cinco vídeos críticos direcionados a Flávio Bolsonaro das páginas institucionais da organização sindical.
A fundamentação ministerial argumenta que perfis com caráter institucional encontram impedimento legal para divulgar material com características de propaganda eleitoral, independentemente da veracidade factual do conteúdo disseminado. Essa regra aplica-se de maneira uniforme a todas as organizações e entidades que não possuem natureza estritamente política.
Repercussão e estatísticas de engajamento
Os cinco vídeos removidos pela determinação acumulavam mais de 29 mil interações de aprovação e aproximadamente 4,5 mil comentários na plataforma Instagram. Esses números indicavam uma circulação considerada significativa no ambiente digital, conforme avaliação apresentada pelo ministro em sua fundamentação.
A decisão de André Mendonça reforça interpretações recentes do TSE quanto aos limites de atuação de organizações não-partidárias em períodos eleitorais, ressaltando que entidades de caráter institucional devem observar restrições específicas quanto à difusão de conteúdo que possa influenciar o processo eleitoral, particularmente quando relacionado à escala 6x1 e demais temas que envolvam candidaturas específicas.
Próximos passos no processo
A decisão preliminar proferida por André Mendonça aguarda referendo pelo plenário do TSE para sua confirmação definitiva. Esse procedimento é protocolar quando magistrados individuais proferem deliberações que afetam campanhas ou organizações em contextos eleitorais, garantindo análise colegiada antes da implementação completa das restrições determinadas inicialmente.




