Nara Couto lança 'Travessia' reforçando raízes entre Bahia e África lusófona

Nara Couto lança 'Travessia' reforçando raízes entre Bahia e África lusófona
A cantora e compositora baiana Nara Couto apresenta ao público seu terceiro álbum de estúdio intitulado 'Travessia', um projeto ambiçioso que busca resgatar e fortalecer os vínculos ancestrais entre a Bahia e as nações africanas que compartilham a língua portuguesa. Nascida em Salvador e criada no bairro da Liberdade, a artista, atualmente sediada em São Paulo, utiliza 'Travessia' como ferramenta de expressão cultural e diálogo intercontinental.
Primeiro volume chega em 25 de setembro
O álbum 'Travessia' será lançado em formato de dois volumes, diferenciando-se assim de lançamentos convencionais. O primeiro volume estreia nos serviços de streaming de áudio na sexta-feira, 25 de setembro, contando com sete composições inéditas. A produção musical foi conduzida por Ndu Carlos, com coprodução de Otis Selimane e da própria Nara Couto em três das sete faixas do álbum. O segundo volume está previsto para ser liberado apenas em 2027, criando uma expectativa estendida para o projeto.
Raízes ancestrais no primeiro single 'Laço ancestral'
O primeiro single antecipador do projeto, lançado em 21 de agosto, intitula-se 'Laço ancestral' e apresenta a composição de Mateus Aleluia. A faixa reúne Nara Couto com Mû Mbana, artista oriundo de Guiné Bissau, em uma colaboração que incorpora sons de instrumentos tradicionais africanos como simbi e tonkorongh, reconhecidos cordofones do continente. A letra do single traz o verso marcante: 'O outro lado da Bahia vem da África', estabelecendo de imediato o conceito central do álbum 'Travessia'.
Colaborações internacionais em 'Travessia vol. 1'
O primeiro volume do álbum reúne diversas colaborações de artistas da diáspora africana lusófona. Além de Mû Mbana, da Guiné Bissau, participam dois artistas de Cabo Verde. Kady contribui na faixa 'Herança sagrada', composição que une Nara Couto e François Muleka em um trabalho colaborativo. Zidi Andrade é simultaneamente compositor e convidado da música 'Djunto', trazendo a perspectiva cabo-verdiana para o álbum 'Travessia'.
No contexto regional brasileiro, Nara Couto convida o artista baiano Tiganá Santana para participar de 'Promessa', uma parcerias que também conta com o trabalho compositivo de Sued Nunes. Esta escolha demonstra a intenção da artista de conectar referências locais com as influências internacionais que caracterizam o álbum 'Travessia'.
Repertório completo de sete faixas
Completando o repertório de 'Travessia vol. 1', outras três composições enriquecem o projeto musical. 'Mindjer doce mel', composta por Admir Lopes e Mimito, oferece uma perspectiva adicional ao conceito do álbum. 'Preta portê', criação de Rafael Mike e Lucas Ramaciotti, segue a linha exploratória proposta pela artista. Por fim, 'Si ma bô', resultado da parceria entre Ricardo Alves, Ricardo Quintas e Nara Couto, incorpora a colaboração portuguesa ao projeto, estendendo a ponte intercontinental até Portugal.
Uma ponte musical entre continentes
O conceito central de 'Travessia' extrapola a simples produção musical, funcionando como uma ponte simbólica conectando a Bahia, a África lusófona e Portugal. Nara Couto posiciona sua carreira como intermediária cultural, utilizando narrativas musicais para reafirmar laços históricos frequentemente negligenciados. A escolha deliberada de colaboradores de Guiné Bissau, Cabo Verde e Brasil estabelece um diálogo que ressignifica a história das conexões atlânticas.
O álbum 'Travessia' representa, portanto, um esforço consciente de Nara Couto em documentar através da música as heranças ancestrais que permeiam a sociedade baiana, transformando o som em instrumento de preservação cultural e afirmação identitária. O primeiro volume chega ao mercado digital em 25 de setembro de 2025.




